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O Onda Digital é um programa de pesquisa e extensão da UFBA que desenvolve ações voltadas à
inclusão sócio digital, ao uso de tecnologias livres e à democratização do acesso ao conhecimento.
Nesse contexto, o Mezanino Digital funciona como uma de suas extensões, consolidando-se como um
espaço de aprendizagem, convivência e apoio ao uso da tecnologia dentro da universidade.
Recentemente, a área externa do Mezanino passou por um processo de revitalização que uniu arte,
cultura e representatividade. A intervenção foi realizada pelos integrantes da primeira turma da
Licenciatura Intercultural em Educação Indígena (LINTER) da UFBA, que transformaram o espaço por
meio de uma pintura em grafismo indígena.
A proposta reúne elementos visuais que representam as cinco etnias que compõem o grupo de
estudantes da LINTER: Kiriri, Pataxó, Tupinambá, Imboré e Tumbalalá. Cada traço da pintura carrega
identidade, memória e pertencimento, tornando a sacada um espaço de expressão cultural e
valorização dos povos originários.
Mais do que uma melhoria estética, a revitalização reafirma o compromisso do Mezanino Digital com a
diversidade e com o diálogo entre diferentes saberes. Ao receber uma intervenção feita pelos próprios
estudantes indígenas, o espaço amplia seu significado e se fortalece como um ambiente de encontro,
acolhimento e reconhecimento das culturas indígenas dentro da UFBA.
A iniciativa também evidencia a importância da presença indígena na universidade e da valorização de
suas produções artísticas e intelectuais. Assim, o Mezanino Digital se reafirma não apenas como um
espaço voltado à tecnologia, mas também como um lugar de construção coletiva, memória e
resistência.
A ação foi idealizada pelo estudante Túlio Augusto Santos Viana, coordenador do Mezanino Digital,
em conjunto com a professora Débora Abdalla Santos, coordenadora do programa Onda Digital, e
contou com o apoio dos estudantes Yan Mongoió, Pedro Tupinambá e Arthur Maia, integrantes do
projeto e colaboração do estudante Kaioka Kariri Xocó. A realização da revitalização contou com o
apoio institucional da UFBA, da SUMAI, da Biblioteca Central Reitor Macedo Costa e da
PROEXT-AC, sendo viabilizada por meio de recursos do edital PAEX 2025, que possibilitou a execução
do projeto.
Mais do que uma revitalização, a iniciativa transforma o espaço em um símbolo vivo de
diversidade, diálogo de saberes e democratização do conhecimento dentro da universidade.